Revisão técnica: 08/09/2026.
Cloud computing, ou computação em nuvem, é um modelo em que recursos de computação são oferecidos pela rede e podem ser provisionados conforme a necessidade. Usar um site ou guardar arquivos fora do computador não basta, por si só, para explicar o modelo. É preciso observar como capacidade, acesso e medição são entregues.
Quais características definem a nuvem
A definição do NIST SP 800-145 descreve autosserviço sob demanda, amplo acesso pela rede, conjunto compartilhado de recursos, elasticidade rápida e serviço medido. Um produto pode usar virtualização ou automação sem reunir todas essas características.
SaaS entrega uma aplicação pronta
No Software como Serviço, o cliente usa a aplicação do provedor, geralmente pelo navegador ou por uma interface. O provedor administra a infraestrutura e a plataforma, enquanto o cliente controla dados, usuários e configurações dentro do que o produto permite. Exemplos incluem ferramentas de colaboração e atendimento oferecidas por assinatura.
PaaS oferece uma plataforma para aplicações
Na Plataforma como Serviço, a equipe publica seu código em um ambiente que gerencia parte do sistema operacional, execução e escalabilidade. Isso reduz tarefas de infraestrutura, mas cria requisitos sobre linguagens, versões, limites e portabilidade. É necessário entender logs, implantação e recuperação disponibilizados pelo serviço.
IaaS fornece recursos de infraestrutura
Na Infraestrutura como Serviço, o cliente provisiona processamento, rede e armazenamento e assume maior responsabilidade pelo sistema operacional e pelas aplicações. A flexibilidade aumenta junto com o trabalho de configuração, atualização, segurança e monitoramento.
Nuvem pública, privada e híbrida
O modelo de implantação descreve quem usa e controla a infraestrutura. Nuvem pública atende vários clientes por um provedor; privada é dedicada a uma organização; híbrida conecta ambientes distintos. O nome comercial de um plano não informa sozinho sua arquitetura.
Como avaliar um serviço em nuvem
- disponibilidade, regiões e dependências;
- responsabilidades de segurança e atualização;
- custos fixos, variáveis e de transferência;
- backup, recuperação e exportação de dados;
- monitoramento, suporte e plano de saída.
Elasticidade não corrige uma aplicação ineficiente e redundância não substitui backup. Entenda também como o data center sustenta a camada física. A escolha deve partir da carga, dos riscos e da capacidade da equipe.